Um blog feito para você que quer saber da verdade que o mundo esconde poderosos atras dos bastidores que mandam em tudo na politica , ciencia , musica , religião , midia e economia relativamente em tudo ate na sua vida e você não sabe .
TEXTO
“Surgirão muitos falsos profetas, que enganarão a
muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei,
o amor da maioria esfriará.”
Mateus 24:11, 12
muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei,
o amor da maioria esfriará.”
Mateus 24:11, 12
Amauri Jr - dono e administrador do Blog
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Jane Bürgermeister enfrenta possível prisão na Áustria
|
Jane Bürgermeister, ex-repórter para várias revistas importantes como Nature, Jornal de Medicina Britânico, entre outras, e autora da acusação em abril de 2009 contra a Baxter e OMS por manipularem a pandemia de gripe suína, corre o risco de ter seus direitos civis removidos ou até mesmo ser presa pela polícia Austríaca amanhã, dia 12 de agosto. Jane é um exemplo de coragem, colocando sua reputação em perigo ao ir contra os grandes poderosos da nova ordem mundial: a ONU, OMS, governo americano e a indústria farmacêutica. Devemos a ela grande parte das informações que tivemos acesso sobre a farsa da pandemia. Jane também foi uma das primeiras pessoas a investigar a morte e possível assassinato do Presidente da Polônia, que também reportamos aqui a alguns meses atrás. O governo austríaco forjou denúncias criminais contra Jane, que deverá se apresentar a corte autríaca para ser ouvida em relação sobre ser posta em tutela judicial. Enquanto isso, Jane tem tido graves atritos com o mantenedor de seu antigo site, o www.theflucase.com, onde Johan Niklasson postou uma matéria intitulada "A lista dos 10.000", incitando violência e o assassinato das 10.000 pessoas no topo da pirâmide iluminatti. Jane acredita que este post, o qual ela repudiou expressamente, tem como objetivo associá-la ao terrorismo. No vídeo abaixo, infelizmente apenas em inglês, Jane explica sua situação. Jane alega que está sendo perseguida pois os governos pretendem criar mais falsas pandemias e vacinações. Também informa que mais vacinações estão por vir, com novas tecnologias que afetam o sistema neurológico de forma a incapacitar os seres humanos de sentirem emoções como medo e raiva. Jane também chama a atenção para uma crescente opressão sobre aqueles que criticam políticas governamentais, pandemias artificiais, inúteis campanhas de vacinação, entre outros. Alguns exemplos são o jornalista investigativo Rafal Gawronski, que passou 45 dias na prisão sem mesmo ter sido sentenciado por qualquer crime. Rafal reportou os fatos por trás do misterioso "incedente" que levou a morte do presidente da polônia. Natascha Koch, Rainer Hoffmann e Christine Persch são outros bloggers que enfrentaram ou enfrentam perseguição, detenção e prisão na Áustria e na Alemanha nas últimas semanas. A Jane é uma verdade heroína, que infelizmente vem sido atacada de todas as formas em seu país de origem. Ajudem a divulgar estas informações, pois temos que apoiá-la neste momento em que precisa de nossa ajuda. Eu creio não ter sido vítima ainda da ação do governo brasileiro por não residir no país. Eu venho tentando desde abril obter junto às autoridades da saúde os contratos com os laboratórios farmacêuticos e as estatísticas de efeitos adversos. Até agora tive respostas evasiva ou negativa aos meus pedidos. Estou em contato com outros bloggers que também são advogados para entrar com uma denúncia no ministério público para obter estas informações, que deveriam desde o princípio serem públicas. Aos meus leitores, me perdoem por ter ficado tanto tempo sem postar. Fontes: Atual blog de Jane Bürgermeister |
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A engenharia da desordem
Escrito por Olavo de Carvalho
| 13 Setembro 2012
Artigos - Governo do PT
Artigos - Governo do PT
Na
confusão geral das consciências, toda discussão racional se torna
impossível e então, naturalmente, espontaneamente, quase
imperceptivelmente, o centro decisório se desloca para as mãos dos mais
descarados e cínicos.
Todo mundo sabe que a base eleitoral do ex-presidente Lula, bem como a da sua sucessora, está nas filas de beneficiários das verbas do Fome Zero. Embora a origem do programa remonte ao governo FHC, o embrulhão-em-chefe conseguiu fundi-lo de tal maneira à imagem da sua pessoa, que a multidão dos recebedores teme que votar contra ele seja matar a galinha dos ovos de ouro.
No
começo ele prometia, em vez disso, lhes arranjar empregos, mas depois
se absteve prudentemente de fazê-lo e preferiu, com esperteza de
mafioso, reduzi-los à condição de dependentes crônicos.
O
cidadão que sai da miséria para entrar no mercado de trabalho pode
permanecer grato, durante algum tempo, a quem lhe deu essa oportunidade,
mas no correr dos anos acaba percebendo que sua sorte depende do seu
próprio esforço e não de um favor recebido tempos atrás. Já aquele cuja
subsistência provém de favores renovados todos os meses torna-se um
puxa-saco compulsivo, um servidor devoto do "Padim", um profissional do
beija-mão.
O
político que faz carreira baseado nesse tipo de programa é, com toda a
evidência, um corruptor em larga escala, que vive da deterioração da
moralidade popular. É impossível que o crescimento do Fome Zero não
tenha nada a ver com o da criminalidade, do consumo de drogas e dos
casos de depressão. Transforme os pobres em mendigos remediados e em
poucos anos você terá criado uma massa de pequenos aproveitadores
cínicos, empenhados em eternizar a condição de dependência e extrair
dela proveitos miúdos, mas crescentes, fazendo do próprio aviltamento um
meio de vida.
O
assistencialismo estatal vicioso não foi, porém, o único meio usado
pela elite petista para reduzir a sociedade brasileira a um estado de
incerteza moral e de anomia.
Na
mesma medida em que se absteve de criar empregos, o sr. Lula também se
esquivou de dar aos pobres qualquer rudimento de educação, por mais
mínimo que fosse, para lhes garantir a longo prazo uma vida mais dotada
de sentido. Durante seus dois mandatos o sistema educacional brasileiro
tornou-se um dos piores do universo, uma fábrica de analfabetos e
delinquentes como nunca se viu no mundo.
Ao
mesmo tempo, o governo forçava a implantação de novos modelos de
conduta – abortismo, gayzismo, racialismo, ecolatria, laicismo à outrance
etc. –, sabendo perfeitamente que a quebra repentina dos padrões de
moralidade tradicionais produz aquele estado de perplexidade e
desorientação, aquela dissolução dos laços de solidariedade social, que
desemboca no indiferentismo moral, no individualismo egoísta e na
criminalidade.
Por
fim, à dissolução da capacidade de julgamento moral seguiu-se a da
ordem jurídica: o novo projeto de Código Penal, invertendo a escala de
gravidade dos crimes, consagrando o aborto como direito incondicional,
facilitando a prática da pedofilia, descriminalizando criminosos e
criminalizando cidadãos honestos por dá cá aquela-palha, choca de tal
modo os hábitos e valores da população, que equivale a um convite aberto
à insolência e ao desrespeito.
Só
o observador morbidamente ingênuo poderá enxergar nesses fenômenos um
conjunto de erros e fracassos. Seria preciso uma constelação miraculosa
de puras coincidências para que, sistematicamente, todos os erros e
fracassos levassem sempre ao sucesso cada vez maior dos seus autores.
Tudo
isso parece loucura, mas é loucura premeditada, racional. É uma obra de
engenharia. Se há uma obviedade jamais desmentida pela experiência, é
esta: a desorganização sistemática da sociedade é o modo mais fácil e
rápido de elevar uma elite militante ao poder absoluto. Para isso não é
preciso nem mesmo suspender as garantias jurídicas formais, implantar
uma "ditadura" às claras. Já faz muitas décadas que a sociologia e a
ciência política compreenderam esse processo nos seus últimos detalhes.
Leiam,
por exemplo, o clássico estudo de Karl Mannheim, A estratégia do grupo
nazista (no volume Diagnóstico do Nosso Tempo, ed. Zahar). A fórmula é
bem simples: na confusão geral das consciências, toda discussão racional
se torna impossível e então, naturalmente, espontaneamente, quase
imperceptivelmente, o centro decisório se desloca para as mãos dos mais
descarados e cínicos, aos quais o próprio povo, atônito e inseguro,
recorrerá como aos símbolos derradeiros da autoridade e da ordem no meio
do caos. Isso já está acontecendo.
A
ascensão dos partidos de esquerda à condição de dominadores exclusivos
do panorama político, praticamente sem oposição, nunca teria sido
possível sem o longo trabalho de destruição da ordem na sociedade e nas
almas. Mas também não teria sido possível se o caos fosse completo. O
caos completo só convém a anarquistas de porão, marginais e oprimidos.
Quando a revolução vem de cima, é essencial que alguns setores da vida
social, indispensáveis à manutenção do poder de governo, sejam
preservados no meio da demolição geral.
Os
campos escolhidos para permanecer sob o domínio da razão foram,
compreensivelmente, a Receita Federal, o Ministério da Defesa e a
economia. A primeira, a mais indispensável de todas, porque não se faz
uma revolução sem dinheiro, e ninguém jamais chegará a dominar o Estado
por dentro se não consegue fazer com que ele próprio financie a
operação. A administração relativamente sensata dos outros dois campos
anestesiou e neutralizou preventivamente, com eficiência inegável, as
duas classes sociais de onde poderia provir alguma resistência ao
regime, como se viu em 1964: os militares e os empresários. Cachorro
mordido de cobra tem medo de linguiça.
Publicado no Diário do Comércio.
Uma educação que amputa o cérebro
Escrito por José Maria e Silva
| 07 Setembro 2012
Artigos - Governo do PT
Artigos - Governo do PT
O
Brasil das Olimpíadas segue as diretrizes do Ministério da Educação e
trata os negros como seres dançantes e gregários, destituídos de razão
pelos feitores de almas.
Antes mesmo de pisar em solo inglês para disputar as Olimpíadas de 2012, o Brasil já vinha de uma queda de braço com o Reino Unido. Trata-se de uma disputa econômica para ver quem ocupa o sexto lugar da economia mundial. A princípio, a vitória é do Brasil. Com um PIB (Produto Interno Bruto) de 2,45 trilhões de dólares em 2011, o Brasil havia ultrapassado o Reino Unido, tornando-se a sexta maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França. Todavia, com a desvalorização do real frente ao dólar, ocorrida nos últimos meses, o PIB brasileiro deve cair para o patamar de 2,34 trilhões de dólares, levando o Reino Unido a recuperar a sexta posição, enquanto o Brasil voltará a ser a sétima economia mundial, ainda assim, à frente da Itália, Rússia e Canadá.
Em outras palavras, o Brasil não é mais o longínquo País de 1936, do qual o escritor Stefan Zweig (1881-1942) se despediu, ao cabo de sua primeira visita, pensando: “Percebi que havia lançado um olhar para o futuro do mundo”. Nosso futuro já chegou.
Talvez não saibamos aproveitá-lo. Antes daquele elogio do escritor austríaco, o Conde Afonso Celso (1860-1938), enumerando, em 1900, as grandezas que o levavam a ufanar-se do Brasil, indagava a respeito do País: “É verdade que a grandeza não deriva da simples posse de dons valiosos, mas do seu sábio aproveitamento. Por que, porém, deixaremos de pôr em ação os nossos prodigiosos recursos?”. Essa pergunta reboa até hoje nos ouvidos da nação, que, a despeito de estar entre as maiores economias do mundo, ainda se vê como a pátria da esperança e não das realizações.
O brasileiro nunca percebeu o Brasil como obra sua e, sim, como dádiva de Deus. Por isso, a despeito de ser a sexta ou sétima economia do mundo, o gigante continua deitado em berço esplêndido, comodamente adaptado ao olhar estrangeiro, que sempre viu o País como uma exuberante natureza morta, destituída de pessoas à altura da história. Como confessa Stefan Zweig: “Imaginava que o Brasil fosse uma república qualquer das da América do Sul, que não distinguimos bem umas das outras, com clima quente, insalubre, com condições políticas de intranquilidade e finanças arruinadas, mal administrada e só parcialmente civilizada nas cidades marítimas, mas com bela paisagem e com muitas possibilidades não aproveitadas – país, portanto, para emigrados ou colonos e, de modo nenhum, país do qual se pudesse esperar estímulo para o espírito”.
A fúria machadiana
Em 20 de agosto de 1893, a propósito de um telegrama de Sarah Bernhardt (1844-1923), em que a atriz parisiense desmentia os conceitos a respeito do Brasil que um jornal argentino lhe atribuíra, Machado de Assis (1839-1908) discorre sobre essa espécie de síndrome do Brasil telúrico, sempre mais próximo da natureza do que da cultura. Para desculpar-se com o Brasil, Sarah Bernhardt havia empregado a expressão “pays féerique” (“país feérico”), razão da crítica de Machado: “Uma das minhas convicções (e tenho poucas) era esta: se algum dia Sarah escrever a nosso respeito, não empregará a velha chapa de todos os viajantes que por aqui passam: ce pays féerique. E tu, amiga minha, tu arrancas-me sem piedade esta ilusão do meu outono”.
Machado de Assis é sarcástico: “O meu sentimento nativista, ou como quer que lhe chamem, – patriotismo é mais vasto, – sempre se doeu desta adoração da natureza. Raro falam de nós mesmos; alguns mal, poucos bem. No que todos estão de acordo, é no pays feérique. Pareceu-me sempre um modo de pisar o homem e as suas obras. Quando me louvam a casaca, louvam-me antes a mim que ao alfaiate. Ao menos, é o sentimento com que fico; a casaca é minha; se não a fiz, mandei fazê-la. Mas eu não fiz, nem mandei fazer o céu e as montanhas, as matas e os rios. Já os achei prontos”.
O escritor lembra, nesta crônica, que há muitos anos havia ciceroneado um estrangeiro no Rio e que este, numa noite em que falaram da cidade e sua história, mostrou desejo de conhecer uma velha construção: “Citei-lhe várias; entre elas a igreja do Castelo e seus altares. Ajustamos que no dia seguinte iria buscá-lo para subir o morro do Castelo. Era uma bela manhã, não sei se de inverno ou primavera. Subimos; eu, para dispor-lhe o espírito, ia-lhe pintando o tempo que por aquela mesma ladeira passavam os padres jesuítas, a cidade pequena, os costumes toscos, a devoção grande e sincera”.
Mas a decepção de sempre aguardava Machado: “Chegamos ao alto, a igreja estava aberta e entramos. Sei que não são ruínas de Atenas; mas cada um mostra o que possui. O viajante entrou, deu uma volta, saiu e foi postar-se junto à muralha, fitando o mar, o céu e as montanhas, e, ao cabo de cinco minutos: ‘Que natureza que vocês têm!’ (...) A admiração do nosso hóspede excluía qualquer ideia da ação humana. Não me perguntou pela fundação das fortalezas, nem pelos nomes dos navios que estavam ancorados. Foi só a natureza”.
Enegrecimento à força
Se Machado de Assis encarnasse uma de suas criaturas, o defunto-autor Brás Cubas, e se fizesse cronista póstumo deste Brasil da Copa e das Olimpíadas, haveria de notar que as coisas pioraram ainda mais e que já não é apenas a geografia do País que se conforma em ser cartão-postal – hoje, é a própria alma da nação que se entrega feito natureza morta. Como no verso do poeta e crítico piauiense Mário Faustino (1930-1962) – “o olhar recebe a forma e esquece a essência” –, o brasileiro é convocado a encarnar em sua própria alma a aparência que o mundo formou dele: um ser feito só de sentidos, em que o instinto é maior do que a razão.
Composta por Arlindo Cruz, Rogê e Arlindo Neto e produzida por Alexandre Kassin, a música-tema Os Grandes Deuses do Olimpo Visitam o Rio de Janeiro é interpretada por Diogo Nogueira, Mart’nália, Mr. Catra, Thalma de Freitas, Zeca Pagodinho, Ed Motta e pelo próprio Arlindo Cruz. Além dos intérpretes, ela reúne vários músicos, como Buchecha, Fernanda Abreu, Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Pedro Luís, Roberta Sá, Ronaldo Bastos, Sandra de Sá, Toni Garrido, Zélia Duncan e as Velhas Guardas do Império Serrano e da Vila Isabel. No clipe, aparece até mesmo a escritora Nélida Piñon, fazendo o papel da deusa Atena, em meio a outros artistas, como Fernanda Montenegro e Rodrigo Santoro, que também encarnam personagens mitológicas. Mas a música nada tem a ver com o corpo atlético de Apolo. Ela exalta o corpo relaxado de Baco: “Ficaram na roda de samba até clarear / ficaram até de perna bamba de tanto sambar”.
Os deuses do Olimpo são praticamente os únicos brancos do clipe. A inclusão do negro no imaginário visual do país está sendo feita à custa da exclusão do branco – que, no entanto, representa 47,7% do total de brasileiros, segundo dados do IBGE. Os negros propriamente ditos são apenas 7,6%. Mas como o governo petista – cavalo de santo do racismo de laboratório produzido pela academia – está empenhado em fomentar uma guerra racial no país, os negros passaram a ser chamados oficialmente de “pretos” (termo que até outro dia era amaldiçoado pela ditadura do politicamente correto) e, somados aos 43,1% de pardos (que foram enegrecidos à força), formam um contingente de 50,7% de negros estatísticos. Obviamente, essa população negra só existe na mente pueril das autoridades, teleguiada pela insanidade moral dos intelectuais universitários.
Eugenia às avessas
O clipe das Olimpíadas de 2016 reduz os brasileiros ao perfil simiesco de exportação, em que as gentes dos trópicos são sempre apresentadas como não tendo cérebro, feitas exclusivamente para rebolar no samba e jogar bola. E, como sempre, o negro é convocado a fazer esse papel abjeto. Seguindo a política racialista iniciada pelo governo Fernando Henrique e transformada em eugenia às avessas pelo governo Lula, o clipe faz do Brasil um país exclusivamente de negros. E o que é mais grave: uma vez que o País é uma nação de negros, a Prefeitura do Rio entendeu que é também uma nação de bola, pandeiro e cachaça. Só faltou explorar a indefectível imagem das mulatas seminuas esfregando as calipígias formas no rosto louro de algum estrangeiro.
É claro que jogar bola e dançar capoeira não avilta ninguém, mas fazer dessas atividades a expressão por excelência da cultura negra é, sem dúvida, alijar o negro do universo intelectual que produziu o teatro de Shakespeare, as sinfonias de Beethoven, a física de Einstein.
Mas, no fundo, é justamente isso o que faz o Ministério da Educação no documento Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais, publicado em 2006, na gestão do ex-ministro Fernando Haddad, atual candidato a prefeito de São Paulo. Citando o jornalista e sociólogo Muniz Sodré, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o documento do MEC enfatiza textualmente: “Na cultura negra o corpo é fundamental”. Só na cultura negra? – cabe a pergunta. Um povo que não considerasse o corpo como fundamental estaria condenado ao suicídio coletivo.
Toda cultura zela pelo corpo com sua melhor tecnologia, sejam as raízes cultivadas pela tradição, seja o bisturi adestrado na ciência. Até a cultura judaico-cristã, acusada de vilipendiar o corpo com jejuns e martírios, foi uma precursora da profilaxia, como se vê nas leis de Moisés.
Mas, obviamente, o MEC não está falando da dimensão simplesmente física e médica do corpo. Fala de um corpo que é quase um cosmos em si mesmo. O documento parte de uma concepção demencial do negro, como se ele não fosse um brasileiro como os outros e tivesse acabado de aportar no Brasil do século XXI proveniente da Angola do século XVI. É o que fica claro no restante do texto do MEC: “Na cultura negra o corpo é fundamental. Sobre o corpo se assenta toda uma rede de sentidos e significados. Esse não é apartado do todo, pertence ao cosmos, faz parte do ecossistema: o corpo integra-se ao simbolismo coletivo na forma de gestos, posturas, direções do olhar, mas também de signos e inflexões microcorporais, que apontam para outras formas perceptivas”.
Negro como natureza
Não há limite para a demência do MEC e das universidades nas orientações que fornecem à escola sobre o modo de tratar a cultura negra. Depois de afirmar que “o corpo é a representação concreta do território em movimento” (uma frase digna de hospício), o documento do MEC sustenta: “Ao contrário de uma percepção de mundo na qual a alma é onde reside a força e a possibilidade de continuidade, para uma cultura negra a força está no corpo, não existe essa ideia de uma força interior alavancada pela ação da fé. Toda possibilidade encontra-se no corpo potente que procura suas mediações nas relações que constitui no cosmos, daí o compartilhamento como práxis ser uma questão fundamental para se entender a dinâmica de uma cultura negra no Ocidente”.
Releiam esta absurda frase: “Para uma cultura negra a força está no corpo, não existe essa ideia de uma força interior alavancada pela ação da fé”. Esse documento do MEC fere frontalmente a Constituição ao querer impedir os negros brasileiros – majoritariamente cristãos – de exercer livremente sua crença. E mais do que ofender a fé do negro, o MEC – neste texto vil e moralmente criminoso – vilipendia a própria humanidade do negro ao negar-lhe a alma, o espírito, a razão, deixando-lhe tão-somente o corpo, como faziam os traficantes de escravos. Estarrece saber que esse documento oficial do MEC foi escrito por cinco mulheres – vítimas potenciais de toda cultura centrada na força física. A mulher só tem lugar na civilização, onde impera o cérebro; onde manda o corpo, ela vira repasto do macho, como ocorre entre a maioria dos animais.
Mas o MEC não se contém em suas orientações sobre a cultura negra na escola e chega a reduzir o negro a um mero elemento da natureza. Eis o que diz o documento: “Todos trocam algo entre si, homens, mulheres, árvores, pedras, conchas. Sem a partilha, não há existência possível. Faz-se necessário pensar que a cultura negra não está marcada por uma necessidade de conversão. Existe um sentido de agregação que não gira em torno de uma verdade única”. Após esse ataque nada sutil ao cristianismo, o MEC regurgita outras bobagens sobre as “comunidades de matriz africana” (isso existe no Brasil?) para concluir: “Uma visão de mundo negra implica a possibilidade de abertura para o mundo, para a vida e principalmente para o outro. Por exemplo, em uma ‘roda de capoeira’, todos que compartilham os códigos são aceitos, desde que se coloquem como parceiros(as) e respeitem a hierarquia”.
Pensamento mágico do MEC
Para essa abominável pedagogia do MEC, herdeira da nefasta autoajuda marxista de Paulo Freire, o negro não é um brasileiro como os demais: cristão, falante do português, eivado dos mesmos sonhos da gente comum, que quer estudar, trabalhar, constituir família, criar filhos, vencer na vida. Para os lunáticos do MEC, o negro é um ser à parte, prisioneiro da materialidade do seu próprio corpo, que se agrega à natureza como um elemento indistinto dela. O MEC está tratando o negro como sempre tratou o índio: arranca-lhe a alma humana, legada pela civilização, e o atira na paisagem de uma cultura telúrica – em vez de ser sujeito da natureza, o negro se torna tão objeto dela quanto os bichos, as pedras, as plantas. Se isso não for racismo, não sei o que seja.
Para completar, o documento do MEC chega a flertar com o pensamento mágico, que vê na cultura do negro brasileiro uma circularidade ancestral. Eis o que diz o texto, sentenciosamente: “E aqui vale uma pequena abordagem relativa à circularidade. Para a cultura negra (no singular e no plural), o círculo, a roda, a circularidade é fundamento, a exemplo das rodas de capoeira, de samba e de outras manifestações culturais afro-brasileiras. Em roda, pressupõe-se que os saberes circulam, que a hierarquia transita e que a visibilidade não se cristaliza. O fluxo, o movimento é invocado, e assim saberes compartilhados podem constituir novos sentidos e significados, e pertencem a todos e todas elas”. Alguém consegue imaginar cientistas e matemáticos movimentando-se em rodas de capoeira para formular teoremas, descobrir o antibiótico, inventar o avião? Pensar é concentrar-se. Esse negro gregário, plástico, permanentemente aberto ao outro que o MEC inventa não é capaz de criar civilização – é objeto e não sujeito de sua própria cultura.
E aí voltamos ao clipe das Olimpíadas de 2016, da Prefeitura do Rio, que segue integralmente as diretrizes do MEC e das universidades relativas à cultura negra. O clipe mostra um Dionísio caindo de bêbado nas ruas (numa infeliz referência a Baco, que é o antônimo de Olimpíadas), uma negra sambando num bar e ainda um trabalhador negro, de calção e sem camisa, carregando uma geladeira ao mesmo tempo em que dança. É essa a imagem que o Brasil vende ao mundo: a de um povo tão esculhambado que não leva a sério nem o trabalho. E, como sempre, cabe ao negro encarnar esse papel vergonhoso.
Como se não bastasse tudo isso, entre os negros chamados a representar o Brasil monocromático do samba está um tal Mr. Catra. Fui pesquisar quem é o sujeito. Ele se diz convertido ao judaísmo apenas para poder praticar, sob as leis do país, a poligamia de Fernandinho Beira-Mar, tendo várias mulheres e mais de 20 filhos, dos quais ele nem sabe o nome. Suas letras – facilmente encontradas na Internet – colocam as mulheres muito abaixo das cadelas de rua. Impossível citá-las aqui como exemplo. Seria como abrir o esgoto. Não creio que alguma corrente do judaísmo aprove isso. Mas a Prefeitura do Rio, o MEC e os intelectuais universitários aprovam. Tanto que Mr. Catra é um queridinho da mídia.
Feitores de almas
Mas tanto no clipe das Olímpiadas, quanto nas diretrizes do MEC e nas teses universitárias, não há lugar para esse tipo de negro altivo, cerebral, não gregário. Para os racialistas do MEC e da academia, os negros foram feitos para dançar e sorrir. Não sentem tristeza, não sabem o que é reflexão, não se permitem ser introspectivos. E andam sempre em bando, como se não fossem indivíduos, mas reses de algum rebanho. Sua música jamais seria um blues. É sempre um samba, falando ao corpo, jamais à alma. Aliás, todas as manifestações culturais tidas como autenticamente negras pelas universidades – como a capoeira, o hip hop, a roda de samba, o funk – costumam ter essas duas características: são gregárias e dançantes, condenando o negro a viver em bando, superficialmente.
Ao tratar o negro dessa forma, a universidade brasileira age da mesma forma que os brutais traficantes de escravos. Foram eles que criaram – na base do açoite – esse negro dançante e sorridente. No livro A Vida dos Escravos do Rio de Janeiro (Editora Companhia das Letras, 2000), a historiadora norte-americana Mary Karasch descreve a venda de escravos no Valongo (o grande mercado de negros da corte) e conta que os comerciantes negreiros, a fim de convencer os compradores de que suas peças não estavam com “preguiça” ou depressão, ministravam-lhes estimulantes como pimenta, gengibre e tabaco. “Um segundo remédio para a nostalgia era ‘estimular’ os africanos a cantar e dançar a música de suas terras natais”, acrescenta a historiadora.
“Assim, o som de tambores e palmas e das canções africanas enquanto os escravos dançavam contribuía para a atmosfera do Valongo. Se alguns escravos se recusassem a tomar parte, um feitor forçava-os a dançar, porque acreditavam que a falta de movimento estimularia a nostalgia e assim diminuiria seus lucros. Além disso, exigia-se com frequência que os africanos dançassem de ‘maneira alegre’ durante seu exame físico, a fim de convencer os compradores de sua saúde excelente. Se expressassem seus verdadeiros sentimentos ou apatia e depressão eram açoitados”, conta a historiadora. Felizmente, o negro se libertou daqueles antigos feitores de corpos; mas precisa se libertar dos atuais feitores de almas – que tentam anular sua mente, reduzindo seu ser a um corpo que samba.
Publicado no Jornal Opção, de Goiânia.
Ilustrações: Jornal Opção
José Maria e Silva é sociólgo e jornalista.
Assinar:
Postagens (Atom)