TEXTO

“Surgirão muitos falsos profetas, que enganarão a
muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei,
o amor da maioria esfriará.”

Mateus 24:11, 12
Amauri Jr - dono e administrador do Blog

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

As tatuagens e a desfiguração do corpo


tatoo“Um destes últimos dias – o que, de resto, faço em quase todas as semanas do ano – fui ao supermercado. Que tenha reparado, na ocasião, cruzei-me sucessivamente com três moçoilas, todas elas tatuadas: uma, tinha o desenho de um golfinho no pescoço; outra, de um conjunto de estrelas também no pescoço; outro ainda, por sinal trajada de forma bastante imodesta, de mais um conjunto de estrelas, desta vez abaixo do seu ombro esquerdo, e do que me pareceu ser um sol no respectivo tornozelo direito. Pelo meio, ainda topei um “orc” com um caracter chinês grafado na zona da nuca. Pensei para comigo: isto são pequenos sinais evidentes de uma sociedade em avançado estado de decomposição e em processo de acelerado retorno à barbárie.” (via A Casa de Sarto: Pequenos sinais evidentes).
A tatuagem moderna tem pouco a ver com as culturas dos povos primitivos; trata-se de um fenômeno cultural novo e muitíssimo mais nocivo do que as tatuagens das culturas arcaicas. Enquanto que, nas sociedades primitivas, a tatuagem tinha um valor de ordem, na sociedade atual tem um valor de desordem.
No homem das culturas primitivas — vulgo “bárbaro” — a tatuagem tinha um sentido religioso e comunitário. Podemos discutir se a religião dele era positiva e evoluída, ou não. Mas a verdade é que a tatuagem desempenhava uma função religiosa que ligava o indivíduo à comunidade. 
Ora, o que acontece com a função cultural atual da tatuagem é exatamente o contrário da do homem primitivo: é a manifestação de uma anti-religiosidade básica e primária mediante a adoração do feio e da desfiguração do corpo, por um lado, e, por outro lado, é o divórcio do indivíduo em relação à comunidade, por intermédio de uma afirmação radical da identidade individual e da supremacia absoluta do valor da denominada “autonomia do indivíduo”.
A tatuagem revela também o masoquismo prevalecente em uma certa subcultura atual e o mimetismo preconizado por Georg Simmel mediante o conceito de efeito “trickle-down”. Um certo masoquismo e sadomasoquismo que prevalece em uma certa elite cultural tatuada — por exemplo, as estrelas POP e de cinema imiscuídas na cultura gayzista que é sadomasoquista por sua própria natureza, e na ideologia de neutralidade de gênero que nega a realidade objetiva da Natureza —, e esses valores negativos são transmitidos por mimetismo cultural através dos “me®dia” à sociedade em geral.
A assunção da tatuagem, à semelhança por exemplo do “coming-out” gay, é uma espécie de “coming-out” anti-social e, por isso, anti-religioso. Não é possível separar o fenômeno da tatuagem atual, por um lado, dos valores estéticos negativos da moda controlada por criadores homossexuais, a partir da década de 1970, que criaram o modelo da mulher anoréxica que revela a imagem do prazer do pederasta, por outro lado.
Um fenômeno idêntico aconteceu com o consumo de drogas: começou por ser um fenômeno cultural de uma certa elite, passou à sociedade em geral e às classes mais baixas através da moda e mediante o efeito trickle-down, e hoje é já uma cultura rejeitada tanto pelas elites como pela sociedade.
O significado (o valor do símbolo) não é o mesmo do do homem primitivo. A tatuagem no homem primitivo era um símbolo, e não apenas um signo ou sinal. O símbolo tem um conteúdo, em que é simbolizado o representado, enquanto que os sinais são escolhidos arbitrariamente. O símbolo, para além do significado cultural que o sinal também pode ter, tem um significado espiritual (relativo à experiência humana subjetiva e que adquire uma significação de experiência intersubjetiva e/ou coletiva, e por isso, religiosa) que o sinal não tem. Um sinal só passa a ser um símbolo quando passa a ter um conteúdo com relação a um representado, o que lhe retira a arbitrariedade previamente existente. Um símbolo é eminentemente intersubjetivo, e nunca se muda porque isso resultaria também na dissolução do seu significado intersubjetivo; um sinal pode ser mudado mantendo-se o seu significado anterior.
Portanto, enquanto que para o homem das culturas primitivas, a tatuagem era um símbolo (com respeito à religião e à sua ligação à comunidade), para o homem contemporâneo a tatuagem é apenas um signo ou sinal desprovido de qualquer religiosidade e de qualquer ligação intrínseca à comunidade.
bagelhead
Nova série de tevê aborda nova tendência bizarra no Japão, os ‘bagel heads’ - via Bagel head trend: Are saline injections Japan´s most extreme beauty look yet? | Mail Online.
A tatuagem pretende ser também a negação da uniformidade pós-modernista e a luta contra a homogeneização cultural, mas acaba por redundar numa uniformização e homogeneização formal da cultura, ou seja, mudam os conteúdos mas mantém-se uma forma cultural homogeneizada.
O valor da tatuagem, em relação à sociedade e ao contrário do que acontecia nas sociedades primitivas, é hoje um fenômeno cultural negativo porque se trata de uma auto-mutilação com um conteúdo e valor estritamente individual — na maior parte dos casos inestética, anética e por isso anti-religiosa —, desprovido de simbolismo intersubjetivo social e comunitário. Revela o fenômeno cultural atual da atomização da sociedade e do isolamento do indivíduo face ao Estado, que anuncia um novo tipo de totalitarismo que ameaça.

Orlando Braga edita o blog Perspectivas – http://espectivas.worpress.com

Professores de corrupção



Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 7 de maio de 2012
 
 
Ninguém é mais imoral, nem mais perigoso para a sociedade, do que o juiz da conduta alheia que tome a sua própria alma corrompida como medida máxima da moralidade humana. O homem que julga por esse padrão – pior ainda, o que ensina a julgar assim – é uma força dissolvente e corruptora ainda mais daninha do que o imoralista praticante, o bandido, o ladrão que ao menos não faz da sua torpeza pessoal uma teoria, um critério e uma lei.
Jean-Jacques Rousseau, que abandonou os filhos num orfanato, mentia mais que um cabo eleitoral, ia regularmente para a cama com as mulheres de seus benfeitores e ainda saía falando mal deles, jurava que em toda a Europa não havia ninguém melhor que ele – e, quando falava de suas altas qualidades morais, derramava lágrimas de comoção.
Rousseau tinha ao menos a desculpa de ser louco, mas sua loucura inaugurou a moda universal de tomar o próprio umbigo como ponto culminante da perfeição humana e medir tudo pela distância que vai daí ao chão.
Não faltam exemplos disso na mídia nacional. Em artigo recente, o sr. Paulo Moreira Leite jura que todo discurso moralizante é falso, porque “tem como base uma visão fantasiosa das sociedades humanas. Considera que há pessoas de caráter límpido... incapazes... de ter segredos inconfessáveis e ambições que condenam em público mas cultivam na vida privada... A vida real não é assim...
O que ele está dizendo é que na vida real não existem – prestem atenção: absolutamente não existem – pessoas “sem segredos inconfessáveis e ambições que condenam em público mas cultivam na vida privada”. A conclusão é inevitável: Se essas pessoas não existem, o sr. Moreira Leite, que existe, não pode ser uma delas. Logo, ele tem segredos inconfessáveis e ambições que condena em público mas cultiva na vida privada. E notem bem: ele não disse “alimentar em segredo”, que ainda poderia ter a acepção de mera fantasia; ele disse “cultivar em privado”, isto é, praticar escondido. Ele não se limita, portanto, a sonhar em ser um dia tão bem sucedido quanto os malvados que critica em público: ele se dedica ativamente a emulá-los quando não há ninguém olhando. E não apenas ele é assim, mas não concebe que exista alguém melhor que ele, alguém isento desses defeitos morais abjetos.
Ninguém pediu ao sr. Moreira essa confissão de baixeza. Ele a fez porque quis. Se entendesse o que escreve (como se isto não fosse exigir demais!), deveria admitir que ela o desautoriza automaticamente a falar mal de pessoas que, no fim das contas, não têm outro defeito senão o de ser tão ruins quanto ele.
Afinal, se não há seres humanos melhores, que possam servir de medida de aferição das virtudes e dos pecados, então só há duas alternativas: condenar os vícios em nome de padrões abstratos confessadamente inatingíveis ou deleitar-se em criticar o mal em nome do mal. A primeira hipótese chama-se moralismo insano, a segunda, fingimento cínico. O sr. Moreira critica a primeira em nome da segunda.
Todo julgamento moral sensato deve partir de certas constatações óbvias e autoprobantes. Como o Bem infinito e o Mal absoluto são entidades metafísicas que se furtam à experiência humana, só resta aos nossos pobres cérebros raciocinar em termos relativos, pesar as coisas na balança do melhor e do pior. Para isso o sujeito tem de ampliar a sua imaginação moral, pelo estudo, pela experiência e pela meditação, numa escala que vai da máxima santidade comprovada à maldade mais extrema registrada nos anais da História. Só quem se entregou a esse exercício por anos a fio tem condições de julgar a conduta alheia objetivamente, e mesmo assim com algum risco de erro. Os demais opinam arbitrariamente, em nome de preconceitos bobocas, preferências subjetivas, caprichos de momento ou interesses camuflados.
A imaginação moral do sr. Paulo Moreira Leite é, nesse sentido, a mais atrofiada e mesquinha que se pode conceber. No alto da sua escala de valores, está ele próprio. Em baixo, alguém que não é pior que ele. Em grego, “idios” quer dizer “o mesmo”. “Idiotes”, de onde veio o nosso termo “idiota”, é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez.
Que alguém tão obviamente despreparado para opinar em questões de moralidade tenha à sua disposição uma revista de circulação nacional para aí infundir na cabeça do público a miséria dos seus julgamentos é, por si, um sintoma de debacle moral muito mais alarmante, por seus efeitos sociais, do que qualquer caso específico de corrupção, de roubo, de obscenidade, até de violência. Platão já ensinava que a desordem se instala na sociedade quando muitas pessoas começam a galgar postos de importância e prestígio para os quais não têm a mais mínima qualificação. Isso refere-se principalmente àqueles que hoje chamaríamos “intelectuais” ou “formadores de opinião”. Delinqüentes, vigaristas e políticos ladrões trazem dano material às suas vítimas, mas só se corrompem a si próprios. Quando a corrupção penetra na alma dos críticos sociais, dos professores de moral, ela se alastra por toda a sociedade.


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Skol renova pacto satânico em comercial



 
Resumo do vídeo: Três amigos estão assistindo ao desfile de carnaval e dançando na platéia. Ao chegar o carro alegórico com um dragão cuspindo fogo, eles percebem que existe uma caixa de cerveja Skol. Os três amigos passam por uma moça desconfiada, sobem no carro e começam a sambar com o dragão bebendo cerveja. 

Video:




Mais uma vez a Skol se revela como uma empresa satânica e condiciona o telespectador sobre o pacto do fogo. Satanistas acreditam que escaparão do juízo final recebendo uma proteção de que não vão sentir dor no inferno. É por isso que os três amigos pulam e bebem alegres nesse comercial.
Além desse pacto, o comercial revela o poder central da esfera de Bahá. Veja o banner do blog na proporção (1-1-1) que é igual a 3. Ora, o nove, número do cristo cósmico Baha’u'llah, é a tripla proporção da esfera central (3-3-3).
Observe também que a moça olha com indiferença para os três amigos, mas depois cai na folia e está usando um anel com o símbolo da Skol em sua mão. O anel no dedo médio representa a liberdade de fazer o que bem quiser sem se sentir culpado. Isso nos lembra a frase do satanista Aleister Crowley que diz: “Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei”,
Por outro lado, ela também representa a noiva de satanás, a Rainha dos Céus, que deixou de ser adorada, pois eles preferiram o dragão. Isso nos lembra o seguinte versículo:
“E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?” (Apocalipse 13 : 4)
Logo em seguida ela cai na folia, pois quem adora o dragão, adora toda a trindade satânica.

Bola oficial de futebol das Olimpíadas de Londres tem pirâmide illuminati em seu desenho




Semana passada foi apresentada em Londres a bola oficial dos jogos olímpicos na modalidade futebol os jogos olímpicos que ocorrerão no meio do ano. Na bola podemos notar a imagem de uma pirâmide, e dentro o ano de 2012.Porém, muitos acreditam que essa alusão a 2012 é puro engodo, acreditam que as inicias escritas distorcidas que remetem ao ano de 2012, é o termo zion, “Sião” fazendo alusão a cidade judaica. Mensagem subliminar? Sim, visto que há inúmeros documentários discorrendo desse mesmo ponto de vista, que Londres oculta o logo sionista através das simbologias illuminati.

  • Vejas as imagem abaixo e tire as suas conclusões:




 
  • Os mascotes dos jogos olímpicos de Londres 2012 apenas tem um olho. Sem duvida fazendo apologia ao o olho de Hórus, o olho que tudo vê, sobre os olhares de Lúcifer.





  • Até os holofotes de algum estádios não escaparam da influência  illuminati veja em forma de pirâmides os holofote conforme a imagem nos mostra.




Leia Mais: http://www.antinovaordem.com/2012/03/bola-oficial-de-futebol-das-olimpiadas.html#ixzz27Zis83ZN

A Nova Ordem Mundial se aproxima! No Brasil, Hillary

Clinton sugere uma 'NOVA GOVERNANÇA MUNDIAL' 



Em mais uma visita dos fazendeiros às suas terras latino-americanas, eles deixam suas diretrizes e seus avisos (no estilo: "sim, nossos planos de uma nova ordem mundial vão dar certo, nada nos impedirá") e vão embora... E o povão alegre, baba e aplaude a estes sugadores de sangue...

Durante discurso na abertura de um evento internacional em Brasília, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, elogiou a conduta brasileira e, em especial, a presidente Dilma Rousseff (PT), pelas medidas tomadas no País em prol da democracia, transparência de dados públicos e combate à corrupção. O Brasil é co-presidente da edição 2012 da Parceria para o Governo Aberto (OGP na sigla em inglês).

"Com a OGP agora temos uma chance de estabelecer um novo padrão para a governança mundial, e não tem parceiro melhor que o Brasil para isso. Em particular a presidente Dilma. Seu comprometimento com a transparência, a democracia e com a luta contra a corrupção estabelece um novo padrão mundial. Nós vamos fazer o que tiver ao nosso alcance para que o século XXI seja uma era de responsabilidades, luta contra a corrupção, democracia, liberdade e transparência", afirmou a americana.



A secretária de Estado disse, ainda, que a tecnologia pode ajudar o mundo na implantação de uma rede mundial de dados que contribua com a abertura de todos os governos. Segundo Hillary, a ampla divulgação de informações públicas ajuda a combater a corrupção, citada por ela como um dos piores obstáculos ao desenvolvimento das nações.

"Na era digital, temos ferramentas que outras nações sequer sonhavam. Já pudemos notar como a tecnologia transforma a diplomacia. A corrupção mata o potencial de um país, fecha portas para a consolidação do poder, e é tão velho quanto a natureza humana. As novas tecnologias não vão mudar a natureza humana, só nos podemos fazer isso", destacou.

Para Hillary, a abertura dos governos, de forma a tornar transparentes dados sobre a sociedade, economia e democracia dos países, é uma tendência mundial. A secretária de Estado acredita que a divisão entre as nações ao longo do próximo século não levará em consideração sua religião ou posição no globo, mas se seus governos são abertos e democráticos.

"Sociedades com economia e mercado aberto vão florescer rapidamente, são mais seguras, mais pacíficas. Em contrapartida, quem se esconde da visão pública e rejeita a ideia de abertura vão encontrar uma enorme dificuldade de manter a paz e a segurança. Esses governos terão cada vez mais dificuldades e vão descobrir rapidamente que serão deixados para trás num mundo globalizado", disse.

Fonte: Notícia Terra
Via: www.revelacaofinal.com/

Leia Mais: http://www.antinovaordem.com/2012/04/nova-ordem-mundial-se-aproxima-no.html#ixzz27Ze58LmT

Illuminati: os soldados da Nova Ordem


Illuminati: os soldados da Nova Ordem
Os iluminados de idéias radicais que se rebelaram contra a Igreja no século 18 e se misturaram à maçonaria para criar a mais poderosa organização subterrânea que já existiu


Illuminati: os soldados da Nova Ordem
No livro Anjos e Demônios, de Dan Brown, o professor Robert Langdon faz uma descoberta assustadora. Ao analisar o peito de um físico assassinado, ele vê a marca de uma antiga fraternidade secreta conhecida como Illuminati – a mais poderosa organização subterrânea que já existiu. Seus membros ressurgem das sombras para concluir a batalha contra seu pior inimigo: a Igreja Católica.

Parece mesmo livro de ficção. No entanto, muitos pesquisadores garantem que há algo de verdade nessa história. E vão além, dizendo que os Illuminati estão por aí até hoje e pretendem acabar com as identidades nacionais, destronar os monarcas e estabelecer o que chamam de Nova Ordem Mundial – uma espécie de governo global dominado por meia dúzia de mentes brilhantes. “Graças à fuga de vários membros dos illuminati, começamos a conhecer a existência de um plano infernal que pretende submeter 99% da humanidade aos caprichos malvados de 1%”, diz o escritor e numerólogo americano Robert Goodman, que acaba de lançar na Espanha El Libro Negro de los Illuminati (“O Livro Negro dos Illuminati”, inédito no Brasil).

Os mais perfeitos

Goodman joga no time dos “teóricos da conspiração”, que vêem rastros da antiga irmandade em todo canto – dos atentados do 11 de Setembro à morte de Diana, a princesa de Gales. Outros investigadores são menos alarmistas, mas não deixam de expressar medo. “De todas as sociedades secretas que pesquisei, os Illuminati são de longe a mais vil”, diz a americana Sylvia Browne, autora de As Sociedades Secretas Mais Perversas da História (Prumo, 2008). “Embora 75% do que se diz sobre eles seja especulação, preocupo-me com os outros 25%.”

Ao longo dos séculos, o termo illuminati (“iluminados”, em latim) foi usado para denominar diversas organizações, reais e fictícias. Hoje, ele se refere principalmente aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta criada na Alemanha pelo filósofo Adam Weinshaupt, no ano de 1776. Weinshaupt foi educado por padres jesuítas, mas tinha uma queda por rituais pagãos e pelo maniqueísmo – uma religião fundada pelo profeta persa Mani, no atual Irã, cujo dogma é dualístico: diz que a luz e a escuridão (Deus e o Diabo) estão em constante disputa para reclamar a alma das pessoas.

“Weinshaupt decidiu formar um corpo de conspiradores para libertar o mundo do que chamava de dominação jesuíta da Igreja em Roma, trazendo de volta a pura fé dos mártires cristãos”, diz Sylvia. “Foi assim que ele fundou a Sociedade dos Mais Perfeitos, nome que mudou para Illuminati (na sua tradução, os ‘intelectualmente inspirados’). Os 5 membros originais foram escolhidos entre os alunos da Universidade de Ingolstadt, onde ele ensinava direito canônico.”

Os pupilos tinham de jurar obediência à organização, que se dividia em 3 categorias. A mais baixa, Berçário, incluía os níveis Preparação, Noviço, Minerval e Illuminatus Menor. Depois vinha a Maçonaria, com os graus Illuminatus Major e Illuminatus Dirigens. Já a mais alta, Mistérios, englobava os graus Presbítero, Regente, Magus e Rex – o supremo.

Nas reuniões do grupo, Weinshaupt atendia pelo nome de Spartacus e transmitia aos alunos ensinamentos proibidos pelo clero. Embora alguns pesquisadores digam que ele conseguiu ingressar na maçonaria, ninguém parece ter provas de que os maçons apoiaram suas idéias radicais. Certo é que o grupo de 5 iniciados se expandiu pela Alemanha, despertou a desconfiança do governo e virou alvo de intensa repressão. Tanto que Weinshaupt precisou fugir do país em 1784. Para muitos, foi o fim dos Illuminati. Outros acreditam que o grupo continuou a operar na clandestinidade, defendendo ideologias como o anarquismo e o comunismo. Assim, estariam por trás da Revolução Francesa, da Revolução Russa e do nascimento dos EUA.

Governo global

Segundo a turma da conspiração, a influência dos Illuminati nos EUA foi tamanha que vários de seus símbolos estão estampados na nota de US$ 1 (leia mais no quadro acima). “Eles usam sinais para transmitir informação entre si. O presidente Roosevelt, maçom de grau 33, aproveitou o desenho na nota para incluir toda essa informação como pista para novos projetos dos Illuminati”, diz Goodman. “Um deles seria a 2ª Guerra Mundial, uma espécie de ensaio geral da Nova Ordem.”

Para alguns pesquisadores, grupos herdeiros dos Illuminati hoje manejam as finanças, a imprensa e a política internacionais. Entre essas organizações estariam sociedades secretas como a “Crânio e Ossos” (Skull and Bones), uma fraternidade dos estudantes da Universidade Yale, e o clube Bilderberg, que reúne políticos, empresários, banqueiros e barões da comunicação (leia mais nas reportagens das págs. 60 e 62). “Acredita-se que eles querem um único governo global”, diz a pesquisadora espanhola Cristina Martin, autora do livro El Club Bilderberg (sem tradução para o português). “Um mundo com uma só moeda, um só exército e uma só religião.”

Os códigos da verdinha
Illuminati: os soldados da Nova Ordem

Supostos símbolos dos Illuminati escondidos na nota de US$ 1

Especialistas dizem que os Illuminati deixaram várias pistas de sua influência sobre a sociedade americana na nota de US$ 1. No verso, há uma pirâmide cujo cume representa a elite da humanidade, esclarecida pelo “olho que tudo vê” – um símbolo emprestado de outra sociedade secreta, a maçonaria. A base da pirâmide é cega e feita de tijolos idênticos, que representam a população. A inscrição em latim Novus Ordo Seclorum (“Nova Ordem dos Séculos”) alude ao grande projeto dos Illuminati. O número 13, utilizado nos rituais do grupo, aparece em vários lugares: nas estrelas sobre a águia, nas flechas que ela segura com uma das patas, nos frutos e folhas do ramo que ela segura com a outra, nas listras verticais do escudo à frente da águia e nos 13 andares da pirâmide. “Precisamos de lupa para ver outro detalhe na frente da nota: uma minúscula coruja, símbolo da fraternidade, que aparece no canto superior direito”, diz o jornalista espanhol Santiago Camacho, autor de La Conspiracion de los Illuminati (“A Conspiração dos Illuminati”, inédito no Brasil).

Onde estão as pistas

1. Olho que tudo vê

2. Pirâmide de tijolos iguais

3. Inscrição Novus Ordo Seclorum

4. 13 estrelas

5. 13 frutos e folhas

6. 13 listras verticais

7. 13 flechas

8. Coruja


Para saber mais

• El Libro Negro de los Illuminati
Robert Goodmam, Ediciones Hermetica, 2008 (em espanhol).

Compartilhado via  Texto Eduardo Szklarz - Revista Super Interessante